TEMOS VAGAS

TEMOS VAGAS ***
Existe muita polêmica em volta de Temos Vagas. Na pré produção a então atriz principal – Sarah Jessica Parker abandonou o projeto por “motivos pessoais”, foi então que Kate Beckinsale pulou a bordo. Sua estréia nos Estados Unidos foi um fracasso, arrecadando apenas U$18 milhões, o que inibiu a Sony pictures , distribuidora do longa no Brasil de lançar Temos Vagas por aqui, adiando a estréia até cancelar definitivamente sua aparição pelos cinemas brasileiros. Depois de tanta urucubaca, Temos Vagas foi lançado diretamente em DVD, e foi aí que encontrou seu público. Posso até imaginar a cabeça dos executivos de uma grande distribuidora, mas acredito que o filme não faria feio nos cinemas, afinal até as ridículas continuações de Jogos Mortais lotam os cinemas. Temos Vagas é um filme bastante intenso e como é raríssimo encontrar um filme de suspense que não seja coberto de clichês ele não foge à regra, no entanto é bem menos previsível do que eu esperava o que me provocou certo interesse no decorrer da projeção.
Um casal em crise (Luke Wilson e Kate Beckinsale) está beira do divórcio depois de perder seu único filho.(Clichê1). Viajam na autovia quando ele resolver pegar um atalho por uma estradinha escura. (Clichê2). O carro começa a fazer barulhos estranhos e para no meio da estrada, provocando certa discussão e culpa sobre o filho perdido. (Clichê 3). Resolvem deixar o carro na estrada e voltar até o motel pelo qual tinham passado recentemente em busca de alguém que pudesse ajudar. Sem voluntários hospedam-se por uma noite. Agora caros leitores, me digam, vocês ficariam hospedados num motel no meio do nada se parecesse um lugar meio suspeito? Eles começam a ouvir batidas nas paredes e logo descobrem que aquele lugar não é tão comum assim e que ninguém é confiável. Nesse tipo de filme o próprio expectador fica com a pulga atrás da orelha com qualquer personagem que não seja, nesse caso, o casal de protagonistas.
O problema maior aparece quando eles descobrem uma fita de vídeo no quarto contendo cenas de assassinato e tortura ocorridos no mesmo quarto em que estão hospedados. O filme tem um clima de Hitchcock em certos momentos e a tensão toma conta do longa a partir de então, fazendo o público se contorcer na poltrona. O que tornou esse filme bastante interessante foi exatamente essa vertente, deixar de utilizar litros de sangue falso e sadismo, como seus concorrentes, e fixar-se na agonia, na dor dos personagens principais, isso sem nem ao menos revelar os motivos ou a vida ordinária dos demais. Não sei se foi um ponto acertado, mas ainda assim acho funcional para a mente do expectador. Mesmo que haja milhões de filmes parecidos e clichês a parte, acho que Temos Vagas deve ser visto e lembrado para quando você resolver se hospedar num motel de beira de estrada.
ps: Os créditos iniciais são um show à parte, bem interessantes e com a trilha bacana, ajudam o público a se preparar para o grande show.
NOTA: 8.0
Existe muita polêmica em volta de Temos Vagas. Na pré produção a então atriz principal – Sarah Jessica Parker abandonou o projeto por “motivos pessoais”, foi então que Kate Beckinsale pulou a bordo. Sua estréia nos Estados Unidos foi um fracasso, arrecadando apenas U$18 milhões, o que inibiu a Sony pictures , distribuidora do longa no Brasil de lançar Temos Vagas por aqui, adiando a estréia até cancelar definitivamente sua aparição pelos cinemas brasileiros. Depois de tanta urucubaca, Temos Vagas foi lançado diretamente em DVD, e foi aí que encontrou seu público. Posso até imaginar a cabeça dos executivos de uma grande distribuidora, mas acredito que o filme não faria feio nos cinemas, afinal até as ridículas continuações de Jogos Mortais lotam os cinemas. Temos Vagas é um filme bastante intenso e como é raríssimo encontrar um filme de suspense que não seja coberto de clichês ele não foge à regra, no entanto é bem menos previsível do que eu esperava o que me provocou certo interesse no decorrer da projeção.
Um casal em crise (Luke Wilson e Kate Beckinsale) está beira do divórcio depois de perder seu único filho.(Clichê1). Viajam na autovia quando ele resolver pegar um atalho por uma estradinha escura. (Clichê2). O carro começa a fazer barulhos estranhos e para no meio da estrada, provocando certa discussão e culpa sobre o filho perdido. (Clichê 3). Resolvem deixar o carro na estrada e voltar até o motel pelo qual tinham passado recentemente em busca de alguém que pudesse ajudar. Sem voluntários hospedam-se por uma noite. Agora caros leitores, me digam, vocês ficariam hospedados num motel no meio do nada se parecesse um lugar meio suspeito? Eles começam a ouvir batidas nas paredes e logo descobrem que aquele lugar não é tão comum assim e que ninguém é confiável. Nesse tipo de filme o próprio expectador fica com a pulga atrás da orelha com qualquer personagem que não seja, nesse caso, o casal de protagonistas.
O problema maior aparece quando eles descobrem uma fita de vídeo no quarto contendo cenas de assassinato e tortura ocorridos no mesmo quarto em que estão hospedados. O filme tem um clima de Hitchcock em certos momentos e a tensão toma conta do longa a partir de então, fazendo o público se contorcer na poltrona. O que tornou esse filme bastante interessante foi exatamente essa vertente, deixar de utilizar litros de sangue falso e sadismo, como seus concorrentes, e fixar-se na agonia, na dor dos personagens principais, isso sem nem ao menos revelar os motivos ou a vida ordinária dos demais. Não sei se foi um ponto acertado, mas ainda assim acho funcional para a mente do expectador. Mesmo que haja milhões de filmes parecidos e clichês a parte, acho que Temos Vagas deve ser visto e lembrado para quando você resolver se hospedar num motel de beira de estrada.
ps: Os créditos iniciais são um show à parte, bem interessantes e com a trilha bacana, ajudam o público a se preparar para o grande show.
NOTA: 8.0

