FIM DOS TEMPOS

FIM DOS TEMPOS *
Quando vi o pôster de Fim dos Tempos pela primeira vez, fiquei boquiaberto, não somente pela estética, mas também pela criatividade e pelo mistério envolvido: carros parados, com as portas abertas ao longo de uma rua no meio do nada, céu escuro. Absolutamente perfeito. Magnífico. “fomos alertados. Não demos importância. Agora não há como escapar.” Essa era a chamariz do novo longa de M. Night Shyamalan, que já estava no fundo do poço por seus últimos trabalhos, que não traziam a genialidade de seus primeiros projetos. A vila e A dama na água que o digam. Eu me lembro bem quando começou o marketing em cima de A vila em 2004. Propagandas e spots de TV dizendo: não contem o final a ninguém! Suspense e mistério envolviam o projeto. Assim que saí da sessão fiquei absurdamente revoltado por ter sido tão enganado. A vila até funciona bem como um drama, mas o erro foi vender drama por suspense. O que mais indigna nesses casos é decepção do espectador, que espera por algo que jamais vai acontecer. A vila poderia até ter sido um filme bastante interessante se deixassem ser o que é de fato, um drama.
Quatro anos depois, Shyamalan aparece com este Fim dos Tempos, que traz Mark Whalberg num papel que nada mais é que o mocinho. E nada mais. É claro que ele é o único biólogo no filme, o único que entende do assunto. Que assunto? Agora toxinas que são trazidas pelo vento, e faze o individuo se suicidar é um assunto plausível? Claro! Super interessante. Sem saber o que está acontecendo às pessoas de uma pequena parte dos estados unidos fogem. Para onde? Para qualquer lugar, que não seja onde estão. O filme é tão absurdo, tão sem lógica, que as vezes você se pega rindo no meio da sessão. Há uma cena mais ao fim da projeção onde uma senhora que mora sozinha no meio do nada, dá abrigo aos protagonistas e no meio da noite diz ao personagem de Mark whalberg : “ eu ouvi vocês cochichando, o que pretendem? Me roubar? Me matar enquanto durmo? Prolifera tal frase vestindo uma camisola. Eu caí na gargalhada no meio do cinema e não consegui me controlar por minutos.
Zooey Deschanel e John Leguizamo estão completamente fora de foco. Péssimas atuações. Ela é tão bonita e só o que faz é chorar. E sua culpa por ter tomado um sorvete com outro cara não acrescente absolutamente nada à relação dela com whalberg. É tão inútil. Parece que o diretor não tem mais nada a falar e fica enchendo o roteiro com superficialidades que cansam. Detalhe: o filme tem apenas 90 minutos.
Leguizamo por outro lado, até demonstra seu talento na primeira parte do longa, mas seu personagem é pouco explorado e deixado de lado para que os mocinhos possam brilhar com suas atitudes infantis e sem complexidade. O grande problema desse filme é superestimar sua platéia, que diante de um desfecho clichê (como não poderia deixar de ser), tem apenas pegar a próxima sessão de O incrível hulk para esquecer o quanto antes essa nova baboseira de Shyamalan.
Nota: 3,0
Andre negreiros 16.06.08
Quando vi o pôster de Fim dos Tempos pela primeira vez, fiquei boquiaberto, não somente pela estética, mas também pela criatividade e pelo mistério envolvido: carros parados, com as portas abertas ao longo de uma rua no meio do nada, céu escuro. Absolutamente perfeito. Magnífico. “fomos alertados. Não demos importância. Agora não há como escapar.” Essa era a chamariz do novo longa de M. Night Shyamalan, que já estava no fundo do poço por seus últimos trabalhos, que não traziam a genialidade de seus primeiros projetos. A vila e A dama na água que o digam. Eu me lembro bem quando começou o marketing em cima de A vila em 2004. Propagandas e spots de TV dizendo: não contem o final a ninguém! Suspense e mistério envolviam o projeto. Assim que saí da sessão fiquei absurdamente revoltado por ter sido tão enganado. A vila até funciona bem como um drama, mas o erro foi vender drama por suspense. O que mais indigna nesses casos é decepção do espectador, que espera por algo que jamais vai acontecer. A vila poderia até ter sido um filme bastante interessante se deixassem ser o que é de fato, um drama.
Quatro anos depois, Shyamalan aparece com este Fim dos Tempos, que traz Mark Whalberg num papel que nada mais é que o mocinho. E nada mais. É claro que ele é o único biólogo no filme, o único que entende do assunto. Que assunto? Agora toxinas que são trazidas pelo vento, e faze o individuo se suicidar é um assunto plausível? Claro! Super interessante. Sem saber o que está acontecendo às pessoas de uma pequena parte dos estados unidos fogem. Para onde? Para qualquer lugar, que não seja onde estão. O filme é tão absurdo, tão sem lógica, que as vezes você se pega rindo no meio da sessão. Há uma cena mais ao fim da projeção onde uma senhora que mora sozinha no meio do nada, dá abrigo aos protagonistas e no meio da noite diz ao personagem de Mark whalberg : “ eu ouvi vocês cochichando, o que pretendem? Me roubar? Me matar enquanto durmo? Prolifera tal frase vestindo uma camisola. Eu caí na gargalhada no meio do cinema e não consegui me controlar por minutos.
Zooey Deschanel e John Leguizamo estão completamente fora de foco. Péssimas atuações. Ela é tão bonita e só o que faz é chorar. E sua culpa por ter tomado um sorvete com outro cara não acrescente absolutamente nada à relação dela com whalberg. É tão inútil. Parece que o diretor não tem mais nada a falar e fica enchendo o roteiro com superficialidades que cansam. Detalhe: o filme tem apenas 90 minutos.
Leguizamo por outro lado, até demonstra seu talento na primeira parte do longa, mas seu personagem é pouco explorado e deixado de lado para que os mocinhos possam brilhar com suas atitudes infantis e sem complexidade. O grande problema desse filme é superestimar sua platéia, que diante de um desfecho clichê (como não poderia deixar de ser), tem apenas pegar a próxima sessão de O incrível hulk para esquecer o quanto antes essa nova baboseira de Shyamalan.
Nota: 3,0
Andre negreiros 16.06.08


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