Monday, January 14, 2008

VALENTE


VALENTE ****


Aguardei anscioso pelo dia 2 de novembro de 2007, esse era a data em que Valente finalmente seria lançado nos cinemas nacionais pela warner, distribuidora tão inteligente que resolveu cancelar sua estréia nos multiplexes e lança-lo direto em DVD nos próximos meses. A decisão me deixou puto, por ser um filme de um diretor que eu adoro,e por ter jodie foster como protgonista. Como se isso já não bastasse, o filme abocanhou o primeiro lugar nas bilheterias americanas em sua estréia. Que diabos esses executivos tem na cabeça? Pra piorar mais ainda o lado da warner, Jodie Foster recebeu uma indicação ao globo de ouro 2008 por Valente, não que isso mude algo, mas que foi o máximo foi.

Ontem assisti Valente graças à internet, e a espera valeu cada segundo. Neil Jordan nos entrega um filme surpreendente e sem furos, como acontece em praticamente todos os seus longas, Fim de Caso, Entrevista com o Vampiro, Nó na Garganta são poucos exemplos de sua direção segura e brilhante narrativa.

Jodie Foster interpreta Erica Baine, uma jornalista que apresenta um programa na rádio, e costuma falar sobre a cidade de Nova York; como está mais violenta, perigosa, e intransitavel. Numa noite qualquer ela dando uma volta com o namorado e seu cachorro pelo central park, é abordada por uns marginais que resolvem agredi-los para se divertir e filmam toda cena covarde pela qual são responsáveis. Erica acorda dias depois no hospital e descobre que seu namorado não teve a mesma sorte. A cada dia que passa fica mais dificil de encarar a vida e ver que a polícia não se esforça muito em encontrar os culpados. Revoltada, Erica num ato impenssado compra uma arma para poder se proteger. Quando um assalto a uma conveniencia termina na morte da uma funcionária, ela sem hesitar, mata o assaltante. Mesmo não acreditando no que acabou de fazer ela encontra nesse sentimento conforto, como se estivesse fazendo uma limpeza na cidade, limpeza porque ela passa a matar bandidos que acham que podem abusar das pessoas sem serem punidos, ela agora é a justiça.

Como seria bom se pudesse ser assim. não eu não matei aquele cara, estava apenas fazendo um bem pra sociedade!

Um investigador interessado, percebe que os corpos deixados são sempre atingidos pela mesma arma e procura a verdade a todo custo, não que ele ache que o suposto ' vigilante' seja um assassino, mas no fundo ele vê mais do que demonstra, e mesmo sem comentar a respeito, ele percebe uma furia nos olhos da jornalista, que vive em conflito, se questionando sobre o que é certo ou errado, mas nem por isso deixa de matar.

Jodie Foster entrega um trabalho especatular que há muito tempo estava devendo. Sua Erica Baine é uma mulher forte ainda que sofra terrivelmente com a perda, ela vai se transformando no decorrer do longa e se torna uma nova mulher.

O final pode ser um pouco clichê , talvez mais do que deveria, mas não diminui o fato de o filme ser espetacular, instigante e valente.


ANDRE NEGREIROS

14.01.2008