VÔO UNITED 93

VÔO UNITED 93 *****
Chegando na mesma época aos cinemas Vôo 93 e As torres gêmeas tratam da tragédia ocorrida em 11 de setembro, um dia que ficará na história e em nossas mentes para sempre. Ao contrario de seu concorrente, Vôo 93, tem como tema central o quarto avião seqüestrado e o único que não atingiu seu alvo.
No início da projeção somos apresentados aos quatro terroristas, fazendo seus rituais, planejando um crime perfeito, uma devastadora tragédia que irá abalar o mundo. Podemos ver como era fácil embarcar em um avião carregando maletas ou qualquer outra bagagem de mão. Situação que definitivamente mudou muito desde então.
A torre de controle perde informações sobre um vôo e pelas suspeitas conversas no rádio, acreditam que estão diante de um possível seqüestro, o que os obriga a atrasar a decolagem do United 93 e de outros aviões em New York.
A falta de informações deixa todos em alerta máximo e causa agonia, inclusive na platéia. E os arrepios tomam conta quando dois aviões se chocam contra o World Trade Center, deixando todos boquiabertos. Já no ar em sem saber de uma virgula, o United 93 nem imagina o que está pra acontecer, o que causa um certo incômodo no espectador, que presencia os planos dos passageiros, falando dos bebês que acabaram de nascer, e por aí vai. O pior de tudo é saber o destino predestinado da aeronave.
Com o tempo passando e um dos terroristas não sabendo exatamente se queria ou não agir. Pelo menos é o que passa. Os outros três tomam partido e dão voz de seqüestro um deles com uma bomba amarrada na cintura. O pânico toma conta do avião mais ainda quando um passageiro é esfaqueado. Entrando na cabine do piloto dois deles agora pilotam a aeronave em direção a Washington, mudando o curso, causam uma desconfiança na torre de controle, perdida em meio a tantos seqüestros num mesmo dia. Sem a ajuda do Presidente, que estava mais preocupado em ler historinhas pra crianças o diretor da torre toma uma atitude drástica tentando evitar um estrago ainda maior.
A partir daí o filme foca apenas a situação dentro do United 93. Sabendo que não sairão dessa ilesos, eles bolam um plano de tomar o avião das mãos dos terroristas, o que provoca uma tensão inacreditável na platéia, como se você estivesse dentro da aeronave. Enquanto os passageiros ligam do avião para as famílias se despedindo, (não há como não chorar, e muito) um grupo deles aguardam o momento certo de contra-atacar, o espectador não vê a hora de poder respirar de novo, pois a tensão cresce mais e mais quando o fim se aproxima.
Acredito que neste ano, Vôo United 93 foi o primeiro filme que me fez chorar de uma forma que eu não esperava.
Sem um astro no longa, o diretor Paul Greengrass(de a Supremacia Bourne) nos entrega um que pode ser o melhor filme do ano 2006; mais três meses e saberemos. Espero que a Academia não o deixe passar em branco. Inacreditável, excelente, soberbo.
NOTA:10
ANDRE NEGREIROS 08.10.06


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