Sunday, October 01, 2006

SUPERMAN - O RETORNO



SUPERMAN – O RETORNO **

´Vamos pegar, por exemplo, meu super-herói favorito – Superman. Superman não se tornou superman; Superman nasceu superman. Quando acorda de manhã ele é o Superman. E é exatamente neste quesito que superman se difere dos outros super-heróis.´
A frase aí acima foi dita por David Carradine em seu mais nostálgico momento em Kill Bill vol 2. E não é que ele estava certo! Muitos desconhecem a mitologia de Superman. Sabemos apenas que ele é um homem-de-aço que teme kryptonita. Superman é na verdade tudo isso que Carradine falou e Bryan Singer tinha de fato todas as cartas na mesa e acabou entregando o jogo antes do fim. Durante toda projeção fica completamente claro que Superman nasceu Superman, ninguém tem dúvidas disso; as dúvidas aparecem quando por que será que ninguém nunca se pergunta onde está Clark Kent quando Superman esta por perto? Mesmo quando fica dia afastado do trabalho? Ninguém entoja uma palavra. E desde quando óculos e cabelos desgrenhados mudam o rosto de alguém. É inacreditável acreditar que o expectador queira sua inteligência colocada a prova com tais elementos.
Começando com o início! Com tanta tecnologia que dispomos hoje não é plausível deixar rastros de ninharia como as que são mostradas logo na abertura dos créditos iniciais, que alem do mais é longa, sem graça e completamente inverossímil. É triste perder tempo com besteiras sem tamanho.
Superman resolve voltar ao planeta terra após de um sumiço de 5 anos, depois de ter voltado ao planeta krypton quando cientistas descobriram resquícios de sua terra natal. Sem saber que o vilão Lex Luthor saiu da prisão e busca acabar com a humanidade com o poder de cristais e kryptonita. E com toda kryptonita que dispõe pretende aniquilar o super-herói.
Lois Lane, agora prestes a receber o Pulitzer por um artigo sobre o homem-de-aço, casada e com um filho, balança o coração em seu primeiro encontro com o protagonista. Momentos românticos até que ficam interessantes nesta aventura de duas horas e meia, que passam rápido até, sendo assim presumo que o filme não seja de todo ruim, mas sem sombra de dúvidas corta o barato da platéia quando o clímax se aproxima. O momento tão esperado do filme revela-se uma seqüência de poucos minutos e não empolgam nem um pouco. Kevin Spacey como o irônico vilão inspira mais humor do que terror. Culpa de Bryan Singer? É bem provável. Ao menos ele deixou Brett Ratner nos entregar o melhor dos mutantes. Ponto pra ele neste quesito.
NOTA: 6.0

André negreiros 17.08.2006

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