Sunday, January 11, 2009

GLOBO DE OURO 2009



Então pessoal. Meses após minha ultima postagem, chegou o momento que todos esperavamos. O Globo de Ouro desse ano será mais interessante ate mesmo para matar a saudade já que no ano passado, por causa da greve dos roteiristas, a premiação foi cancelada. Ja aviso que os filmes indicados são bastante interessantes e meu favorito ainda não tive a chance de ver. Stephen Daldry foi indicado por todos os filmes que já fez, que não são muitos, mas são perfeitos Billy Elliot e As Horas que o digam. The Reader é minha aposta nesse ano, mesmo ainda naum tendo-o assistido. Slumdog Millionaire vai surpreender e pode sim abocanhar a estatueta. É um filme muito bem dirigido e lindamente filmado. Emocionante, mesmo sem ter um astro sequer no elenco que é todo composto por atores indianos. Revolutionary Road marca o reencontro de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet sob a direção de Sam Mendes, uma década depois de Titanic. O filme é belíssimo e conta a historia de um jovem casal que lida com a insatisfação com a vida que levam. Kate Winslet soh não deve levar o premio dessa vez porque a freira de Meryl Streep em Doubt dispensa comentários; ainda assim Kate vai levar o premio por The Reader com certeza. Leonardo DiCaprio já não está com tanta sorte, afinal a categoria de ator drama não está nada fácil. Temos Frank Langella interpretanta o presidente Nixon, num filme apenas bom, Brad Pitt rejuvenescendo a cada minuto em O Curioso caso de Benjamin Button, mas é Mickey Rourke que deve derrubar os concorrentes mostrando que ainda tem bala na gulha com seu The Wrestler, sob a batuta de Darren Arronofsky. Clint Eastwood deve levar sua belíssima cancão que ele canta com Jamie Cullum por Gran Torino.

Vamos lá então ver no que da.

minhas apostas :


Melhor Filme (Drama)

The Reader


Melhor Filme (Musical ou Comédia)

Vicky Cristina Barcelona


Melhor Ator (Drama)

Mickey Rourke (The Wrestler)


Melhor Atriz (Drama)

Meryl Streep (Doubt)


Melhor Ator (Musical ou Comédia)

Colin Farrell (Na Mira do Chefe)


Melhor Atriz (Musical ou Comédia)

Frances McDormand (Queime Depois de Ler)


Melhor Ator Coadjuvante:

Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)


Melhor Atriz Coadjuvante

Kate Winslet (The Reader)


Melhor Diretor

Danny Boyle (Slumdog Millionaire)


Melhor Roteiro

Slumdog Millionaire, por Simon Beaufoy


Melhor Canção Original

Gran Torino, de Gran Torino


Melhor Trilha Sonora

Defiance, de James Newton Howard


Melhor Filme Falado em Língua Estrangeira

Gomorra (Itália)


Melhor Animação

Wall-E

Sunday, August 03, 2008

TEMOS VAGAS


TEMOS VAGAS ***

Existe muita polêmica em volta de Temos Vagas. Na pré produção a então atriz principal – Sarah Jessica Parker abandonou o projeto por “motivos pessoais”, foi então que Kate Beckinsale pulou a bordo. Sua estréia nos Estados Unidos foi um fracasso, arrecadando apenas U$18 milhões, o que inibiu a Sony pictures , distribuidora do longa no Brasil de lançar Temos Vagas por aqui, adiando a estréia até cancelar definitivamente sua aparição pelos cinemas brasileiros. Depois de tanta urucubaca, Temos Vagas foi lançado diretamente em DVD, e foi aí que encontrou seu público. Posso até imaginar a cabeça dos executivos de uma grande distribuidora, mas acredito que o filme não faria feio nos cinemas, afinal até as ridículas continuações de Jogos Mortais lotam os cinemas. Temos Vagas é um filme bastante intenso e como é raríssimo encontrar um filme de suspense que não seja coberto de clichês ele não foge à regra, no entanto é bem menos previsível do que eu esperava o que me provocou certo interesse no decorrer da projeção.
Um casal em crise (Luke Wilson e Kate Beckinsale) está beira do divórcio depois de perder seu único filho.(Clichê1). Viajam na autovia quando ele resolver pegar um atalho por uma estradinha escura. (Clichê2). O carro começa a fazer barulhos estranhos e para no meio da estrada, provocando certa discussão e culpa sobre o filho perdido. (Clichê 3). Resolvem deixar o carro na estrada e voltar até o motel pelo qual tinham passado recentemente em busca de alguém que pudesse ajudar. Sem voluntários hospedam-se por uma noite. Agora caros leitores, me digam, vocês ficariam hospedados num motel no meio do nada se parecesse um lugar meio suspeito? Eles começam a ouvir batidas nas paredes e logo descobrem que aquele lugar não é tão comum assim e que ninguém é confiável. Nesse tipo de filme o próprio expectador fica com a pulga atrás da orelha com qualquer personagem que não seja, nesse caso, o casal de protagonistas.
O problema maior aparece quando eles descobrem uma fita de vídeo no quarto contendo cenas de assassinato e tortura ocorridos no mesmo quarto em que estão hospedados. O filme tem um clima de Hitchcock em certos momentos e a tensão toma conta do longa a partir de então, fazendo o público se contorcer na poltrona. O que tornou esse filme bastante interessante foi exatamente essa vertente, deixar de utilizar litros de sangue falso e sadismo, como seus concorrentes, e fixar-se na agonia, na dor dos personagens principais, isso sem nem ao menos revelar os motivos ou a vida ordinária dos demais. Não sei se foi um ponto acertado, mas ainda assim acho funcional para a mente do expectador. Mesmo que haja milhões de filmes parecidos e clichês a parte, acho que Temos Vagas deve ser visto e lembrado para quando você resolver se hospedar num motel de beira de estrada.
ps: Os créditos iniciais são um show à parte, bem interessantes e com a trilha bacana, ajudam o público a se preparar para o grande show.
NOTA: 8.0

Monday, June 16, 2008

FIM DOS TEMPOS


FIM DOS TEMPOS *
Quando vi o pôster de Fim dos Tempos pela primeira vez, fiquei boquiaberto, não somente pela estética, mas também pela criatividade e pelo mistério envolvido: carros parados, com as portas abertas ao longo de uma rua no meio do nada, céu escuro. Absolutamente perfeito. Magnífico. “fomos alertados. Não demos importância. Agora não há como escapar.” Essa era a chamariz do novo longa de M. Night Shyamalan, que já estava no fundo do poço por seus últimos trabalhos, que não traziam a genialidade de seus primeiros projetos. A vila e A dama na água que o digam. Eu me lembro bem quando começou o marketing em cima de A vila em 2004. Propagandas e spots de TV dizendo: não contem o final a ninguém! Suspense e mistério envolviam o projeto. Assim que saí da sessão fiquei absurdamente revoltado por ter sido tão enganado. A vila até funciona bem como um drama, mas o erro foi vender drama por suspense. O que mais indigna nesses casos é decepção do espectador, que espera por algo que jamais vai acontecer. A vila poderia até ter sido um filme bastante interessante se deixassem ser o que é de fato, um drama.
Quatro anos depois, Shyamalan aparece com este Fim dos Tempos, que traz Mark Whalberg num papel que nada mais é que o mocinho. E nada mais. É claro que ele é o único biólogo no filme, o único que entende do assunto. Que assunto? Agora toxinas que são trazidas pelo vento, e faze o individuo se suicidar é um assunto plausível? Claro! Super interessante. Sem saber o que está acontecendo às pessoas de uma pequena parte dos estados unidos fogem. Para onde? Para qualquer lugar, que não seja onde estão. O filme é tão absurdo, tão sem lógica, que as vezes você se pega rindo no meio da sessão. Há uma cena mais ao fim da projeção onde uma senhora que mora sozinha no meio do nada, dá abrigo aos protagonistas e no meio da noite diz ao personagem de Mark whalberg : “ eu ouvi vocês cochichando, o que pretendem? Me roubar? Me matar enquanto durmo? Prolifera tal frase vestindo uma camisola. Eu caí na gargalhada no meio do cinema e não consegui me controlar por minutos.
Zooey Deschanel e John Leguizamo estão completamente fora de foco. Péssimas atuações. Ela é tão bonita e só o que faz é chorar. E sua culpa por ter tomado um sorvete com outro cara não acrescente absolutamente nada à relação dela com whalberg. É tão inútil. Parece que o diretor não tem mais nada a falar e fica enchendo o roteiro com superficialidades que cansam. Detalhe: o filme tem apenas 90 minutos.
Leguizamo por outro lado, até demonstra seu talento na primeira parte do longa, mas seu personagem é pouco explorado e deixado de lado para que os mocinhos possam brilhar com suas atitudes infantis e sem complexidade. O grande problema desse filme é superestimar sua platéia, que diante de um desfecho clichê (como não poderia deixar de ser), tem apenas pegar a próxima sessão de O incrível hulk para esquecer o quanto antes essa nova baboseira de Shyamalan.
Nota: 3,0
Andre negreiros 16.06.08

Monday, January 14, 2008

VALENTE


VALENTE ****


Aguardei anscioso pelo dia 2 de novembro de 2007, esse era a data em que Valente finalmente seria lançado nos cinemas nacionais pela warner, distribuidora tão inteligente que resolveu cancelar sua estréia nos multiplexes e lança-lo direto em DVD nos próximos meses. A decisão me deixou puto, por ser um filme de um diretor que eu adoro,e por ter jodie foster como protgonista. Como se isso já não bastasse, o filme abocanhou o primeiro lugar nas bilheterias americanas em sua estréia. Que diabos esses executivos tem na cabeça? Pra piorar mais ainda o lado da warner, Jodie Foster recebeu uma indicação ao globo de ouro 2008 por Valente, não que isso mude algo, mas que foi o máximo foi.

Ontem assisti Valente graças à internet, e a espera valeu cada segundo. Neil Jordan nos entrega um filme surpreendente e sem furos, como acontece em praticamente todos os seus longas, Fim de Caso, Entrevista com o Vampiro, Nó na Garganta são poucos exemplos de sua direção segura e brilhante narrativa.

Jodie Foster interpreta Erica Baine, uma jornalista que apresenta um programa na rádio, e costuma falar sobre a cidade de Nova York; como está mais violenta, perigosa, e intransitavel. Numa noite qualquer ela dando uma volta com o namorado e seu cachorro pelo central park, é abordada por uns marginais que resolvem agredi-los para se divertir e filmam toda cena covarde pela qual são responsáveis. Erica acorda dias depois no hospital e descobre que seu namorado não teve a mesma sorte. A cada dia que passa fica mais dificil de encarar a vida e ver que a polícia não se esforça muito em encontrar os culpados. Revoltada, Erica num ato impenssado compra uma arma para poder se proteger. Quando um assalto a uma conveniencia termina na morte da uma funcionária, ela sem hesitar, mata o assaltante. Mesmo não acreditando no que acabou de fazer ela encontra nesse sentimento conforto, como se estivesse fazendo uma limpeza na cidade, limpeza porque ela passa a matar bandidos que acham que podem abusar das pessoas sem serem punidos, ela agora é a justiça.

Como seria bom se pudesse ser assim. não eu não matei aquele cara, estava apenas fazendo um bem pra sociedade!

Um investigador interessado, percebe que os corpos deixados são sempre atingidos pela mesma arma e procura a verdade a todo custo, não que ele ache que o suposto ' vigilante' seja um assassino, mas no fundo ele vê mais do que demonstra, e mesmo sem comentar a respeito, ele percebe uma furia nos olhos da jornalista, que vive em conflito, se questionando sobre o que é certo ou errado, mas nem por isso deixa de matar.

Jodie Foster entrega um trabalho especatular que há muito tempo estava devendo. Sua Erica Baine é uma mulher forte ainda que sofra terrivelmente com a perda, ela vai se transformando no decorrer do longa e se torna uma nova mulher.

O final pode ser um pouco clichê , talvez mais do que deveria, mas não diminui o fato de o filme ser espetacular, instigante e valente.


ANDRE NEGREIROS

14.01.2008

Sunday, May 27, 2007

BOBBY


BOBBY ****

Bobby foi indicado ao globo de ouro 2007 de melhor filme drama, e até então não aportou nos cinemas nacionais, sabe-se lá porque. A boa notícia é que esta obra-prima de Emilio Estevez deve estrear em julho próximo.
Bobby não tem a menor pretensão de ser um filme político ou uma crítica, mas como as guerras incansáveis de Bush, é difícil não achar que Bobby acerta como um soco no estômago da política norte-americana atual gerando mais e mais perguntas sobre o que é certo ou errado afinal. Em um governo que esbanja crueldade e violência, degrada a imagem de imigrantes, negros, pobres nada de bom têm a oferecer a sociedade; certamente um governo pelo qual Robert Kennedy sempre abominou e pelo qual lutou até o fim de seus dias para que seu país fosse um lugar cheio de esperança e trabalho, pelo qual seus cidadãos se orgulhassem.
Emilio Estevez que permaneceu muito tempo afastado das telas aparece com esse longa espetacular e chocante sobre a vida deste homem, talvez o maior que já existiu. Com um elenco estelar que inclui Anthony Hopkins, Demi Moore, Hether Graham, Joshua Jackson, Lindsay Lohan, Ashton Kutcher, Helen Hunt, William H. Macy, Sharon Stone, Elijah Wood e o próprio Emilio, cada um se encaixando perfeitamente em seu papel. Não há um personagem principal. O personagem principal aqui é Bobby, que o diretor fez questão de mostrar ele como realmente era, utilizando imagens reais do senador em campanhas; um truque bastante sábio e que funciona ainda melhor na tela.
A História gira em torno de todas essas pessoas reunidas cada uma por um motivo no hotel onde haverá a festa para Kennedy, o futuro presidente dos Estados Unidos. O filme tenta equilibrar a política e os problemas que ela causa na vida de cada personagem. Jamais imaginei que Lindsay Lohan tivesse um por cento que talento que ela demonstra ter aqui. Joshua Jackson, grande amigo do diretor, com quem trabalhou na trilogia Mighty Ducks, aquele sobre um time de hóquei, é o manda-chuva da campanha de Bobby, por quem demonstra uma grande admiração. Elijah Wood (sempre excelente) está de casamento marcado, tentando fugir da guerra que se aproxima,e vive em conflito achando que está sendo injusto com sua noiva. Demi Moore é a estrela da noite, uma mulher que vive chapada para não precisar encarar a vida como ela é. Sharon Stone sofre na pele da mulher traída e Ashton Kutcher tenta equilibrar todo esse drama com seu hippie drogado (algo que causa o efeito contrário e torna o filma um pouco mais lento). Helen Hunt tenta buscar algum sentido na vida fútil que leva ao lado do marido Martin Sheen.
Em busca de uma coesão perfeita, o diretor deixa o clímax pro final, deixando o espectador com o coração na mão, ansioso pelo que vem a seguir. Embalado por uma trilha magnífica e um discurso de Bobby que leva o público às lágrimas, Estevez criou uma obra estupendamente chocante e de uma importância que o mundo nem imagina.
NOTA: 8.5
ANDRE NEGREIROS
27.05.2007

Saturday, May 05, 2007

HOMEM-ARANHA 3


HOMEM-ARANHA 3 **

Mais de 12 horas se passaram e até o devido momento me recuso a acreditar que matei aula para ir a estréia desse blockbuster inútil, que conseguiu a façanha de ser pior que o primeiro filme da série, algo que eu julgava ser um fato impossível de acontecer. Não é. Homem-aranha 3 é tão cheio de artimanhas e palhaçadas que torna o filme um osso duro de roer. Explicando melhor: O início já é um tanto desperdício de tempo (e muuuuuito dinheiro); a batalha entre o aracnídeo e seu melhor amigo Harry (que agora resolveu assumir a identidade do pai e se tornou o duende verde jr), é tão inverossímil que fica difícil crer no que os olhos vêem. Acho também que os produtores resolveram pegar emprestado uns poderes de Halle Berry e implantar no Aranha; Peter parker agora tem sete vidas, sabiam? Nesse caso sugiro um novo nome para o próximo filme: Homem-Gato. Imaginem como seria de arrasar um filme estrelado pelo homem e pela mulher-gato! Quem sabe daria uma historia mais digerível.
Peter, se tornando cada vez mais estrela na cidade, sucumbe aos deletérios da fama e esquece dos sentimentos reais que guiavam sua força e sua vida. Nem mesmo atenção devida a Mary Jane ele dá. A fama muda mesmo as pessoas.
Chega o momento que a policia descobre que quem matou o tio Bem, não foi o cara que foi preso e que o assassino continua solto, é quando Parker nutre o desejo de vingança e começa a mostrar uma faceta ate então desconhecida. A partir daí o filme derrapa em clichês atrás de clichês se não consegue retomar as rédeas da situação nem no final.
Para quem pensava que Harry era o vilão que o Spider precisava enfrentar engana-se, O homem-de-areia surge não para matar o herói, mas apenas porque ele precisa salvar a filhinha (tão comovente que estou em lagrimas). Não! Ainda não acabou. Uma ameaça vinda do espaço, gruda do homem-aranha, mudando a cor de sua roupa e seus jeitos (parker vira emo e as piadas me incomodaram a ponto de querer sair da sessão) sem saber o que está havendo consigo mesmo ele não reluta em magoar as pessoas que ama( algo que ele terá de reverter até o fim do filme, que infelizmente ainda está longe).
O filme tem batalhas demais e vilões demais, o que torna-o muito cansativo e confuso. Kirsten Dunst está linda como sempre exibindo com orgulho sua linda pele branca, e Topher Grace (o Venom) está perfeito no papel. São os únicos atrativos do filme. Como pode tanto dinheiro estragar de vez um longa? Pequenas obras primas não chegam a custar nem ¼ do filme mais decepcionante do verão.

NOTA: 4.0
ANDRE NEGREIROS

Saturday, March 24, 2007

MÁS COMPANHIAS


MÁS COMPANHIAS *****

Porque os melhores filmes são sempre os mais esnobados pelas grandes distribuidoras? Imagino que tais empresas estão mais à procura de comédias idiotas com a profundidade de um pires ou dos arrasa-quarteirões cheios de efeitos especiais. É triste ver que filmes tão bons atinjam um publico tão pequeno, isso quando atingem.
Graças às pequenas distribuidoras, que temos a chance de ver obras primas como esse, Más Companhias (the chumscrubber). Recheado de atores magníficos, o filme trata sobre aceitação, amizade e perdas, envolvendo o espectador desde a primeira e impactante cena.
Depois da morte de seu melhor amigo Dean (o sempre excelente Jamie Bell), tenta falar o mínimo sobre o assunto e não porque ele está chocado demais pra falar, mas porque ninguém parece se importar. Além de viver drogado pelo pai psicólogo que acha que a solução pra tudo está contida numa pílula, ele ainda precisa enfrentar os colegas de escola, em sua cola para que ele consiga as drogas que seu melhor amigo vendia. Sem se importar com as ameaças, ele resolve esquecer, até que os garotos seqüestram quem eles pensavam ser o irmão caçula de Dean e cometem o erro de seqüestrar o irmão errado, ninguém menos que o filho da futura esposa do prefeito com o policial da cidade. Tão preocupada com as vésperas do casamento, a mãe do garoto (Rita Wilson, ótima) nem percebe a falta do filho.
Esse é um ponto interessante, que mostra como a futilidade se torna uma obsessão com o passar do tempo, onde você fica mais preocupado com o nariz do que com o caráter, e que às vezes as pequenas coisas te fazem lembrar do que realmente importa na vida.
Outro ponto mais do que positivo é a presença de Glenn Close e Allison Janney, que entregam um duelo de interpretações magníficas; é inexplicável como essas mulheres dizem tanto com apenas um olhar.
Vendo que a situação piora quando os `badboys`não querem entregar o garoto, Dean busca o sentimento perdido no fundo da alma e aceita o fato de seu melhor amigo ter mesmo morrido para poder salvar um garoto que ele sequer conhece.
Esse filme merece um espaço no coração de cada um e um muito obrigado ‘a flashstar por nos proporcionar tal emoção com essa pequena obra prima.

NOTA: 9,5
ANDRE NEGREIROS 24.03.2007

O ASSASSINATO DE RICHARD NIXON


O ASSASSINATO DE RICHARD NIXON **

Francamente não vejo o porquê desse titulo, se o filme não se trata do assassinato do ex-presidente americano e sim sobre o maior fracassado da face da terra, interpretado por Sean Penn, que após se separar da mulher (naomi watts) por quem ainda é apaixonado e nutre a esperança de uma possível volta. Naomi por sua vez nem cogita reatar o relacionamento, e está sempre incomodada com as aparições do ex-marido em sua casa, seja para ver as filhas ou vigiar possíveis romances que ela possa vir a ter com outros caras.
Ele trabalha como vendedor em uma loja de móveis e vive em conflito com as pressões do chefe em ensina-lo a ser o melhor vendedor levando a sua cabeça pensamentos bizzaros. Entre um fracasso e outro ele ainda tenta levar adiante um projeto com um amigo (Don Cheadle) que parece jamais dar certo. O diretor então deixa um pouco de lado algumas obrigações do personagem e resolve centra-lo na busca pelo sonho americano de ter seu próprio negócio. Vê nas pessoas, preconceitos que não consegue aceitar e começa a culpar o presidente por seus fracassos.
Naomi Watts tenta levar em frente a mulher que trabalha como garçonete para sustentar as filhas, já que não pode contar muito com o ex-marido e sua personagem é exatamente o oposto do protagonista, um contraponto que torna o filme assistível.
Honestamente eu detesto historia sobre fracassados, não consigo entender tal reação. Losers sempre serão losers, o longa pode até conceder momentos interessantes, mas não vai nada alem disso. É bastante cansativo e se tivesse mais de 95 minutos você não agüentaria ver o final, que por sinal é mais interessante que o filme inteiro que não tem nada a ver com o assassinato de Richard Nixon.

NOTA: 4.0
ANDRE NEGREIROS 13.11.2006